Como funciona
Você define quantos pedidos valem um prêmio e qual é o prêmio. O cliente pede normal, informa o telefone de sempre, e o sistema conta sozinho. O progresso aparece para ele no cardápio e na mensagem de confirmação: "6 de 10 pedidos — faltam 4".
Quando bate a meta, o cupom é gerado automaticamente e fica esperando no próximo pedido. Ninguém precisa lembrar de nada, nem o cliente nem o balcão.
Quanto custa
Está incluído na mensalidade. O custo é o prêmio que você escolhe dar, e ele só sai do caixa quando alguém completa o cartão.
Por que isso aumenta o faturamento
Porque o delivery vive de quem volta. Na nossa base, nos últimos 12 meses, 82% dos pedidos vieram de clientes que já tinham comprado antes. Não é o cliente novo que paga a conta — é o repetido.
E o cartão mexe exatamente na margem desse comportamento. Nossos clientes fazem, em média, 3,1 pedidos cada um. Com ticket de R$ 56,63, convencer o cliente a fazer um pedido a mais vale R$ 56,63 — e um prêmio de R$ 20 a cada 10 pedidos custa R$ 2 por pedido.
- 10 pedidos × R$ 56,63 = R$ 566 de receita
- Prêmio de R$ 20 = 3,5% disso
O que medimos — incluindo a parte ruim
Esta é a parte que quase ninguém publica: nos cartões abertos nos restaurantes que usam o recurso, a média fica abaixo de dois pedidos por cartão, e menos de 1 em cada 400 cartões chega a uma meta de 10 pedidos. A esmagadora maioria para no começo.
A leitura não é que fidelidade não funciona — é que meta alta demais não funciona. Um cartão de 10 pedidos pede quase um ano de relacionamento para quem compra a cada 21 dias. Se a sua meta está longe demais do comportamento real, o cliente nunca vê o prêmio chegar perto e o programa vira decoração. Comece por 5 pedidos e suba depois de ver gente completando.
Quando faz sentido, e quando não faz
Faz sentido se você vende item de repetição rápida (lanche, açaí, marmita, pizza de sexta) e tem clientes que já pedem mais de uma vez por mês.
Não faz sentido se o seu produto é de compra rara ou de ocasião — ninguém completa cartão de restaurante de aniversário. Também não compensa se você não consegue honrar o prêmio no pico: prêmio prometido e não entregue custa mais caro que nunca ter oferecido.
Fidelidade ou cashback?
O cartão conta pedidos e premia frequência. O cashback conta reais e premia ticket. Quem vende barato e quer que a pessoa volte mais vezes tende a se dar melhor com o cartão; quem quer aumentar o valor de cada pedido, com o cashback. Dá para usar os dois, mas comece por um — dois programas ao mesmo tempo confundem o cliente e somam custo sem somar efeito.
Perguntas que a gente mais recebe
Quantos pedidos devo pedir para dar o prêmio?
Comece em 5. Nos nossos dados, cartões com meta de 10 quase nunca são completados — menos de 1 em cada 400 chega lá. Meta que o cliente não enxerga alcançar não muda o comportamento dele.
O que dar de prêmio?
Algo seu, de margem boa: uma bebida, uma porção, a sobremesa. Prêmio em dinheiro ou desconto alto custa mais e emociona menos que um item que a pessoa já queria provar.
O cliente precisa baixar algum app?
Não. A contagem é pelo telefone que ele informa no pedido, e o progresso aparece no próprio cardápio e na mensagem de confirmação do WhatsApp.
E se o cliente trocar de telefone?
O cartão fica ligado ao número antigo. É raro, e nesse caso o jeito é o dono ajustar manualmente — por isso vale usar o telefone principal do cliente desde o primeiro pedido.
Dá para ter fidelidade e cashback ao mesmo tempo?
Dá, mas não recomendamos começar assim. Dois programas somam custo, competem pela atenção do cliente e deixam difícil saber qual dos dois trouxe alguém de volta.