Como funciona
Você liga o cashback no painel e define três coisas: quanto devolver (um percentual do pedido), em quantos dias o crédito expira, e qual o valor mínimo do pedido para gerar crédito. O cliente compra, o saldo entra na conta dele — identificada pelo telefone — e na compra seguinte ele escolhe usar ou guardar.
O crédito vale só na sua loja. Não vira dinheiro, não sai do sistema e não é transferível.
Quanto custa
O recurso está incluído na mensalidade, sem custo por uso. O que custa é o percentual que você escolhe devolver — e ele só vira despesa de verdade no dia em que o cliente volta e gasta.
Por que isso aumenta o faturamento
Desconto na hora é dinheiro que você entrega para alguém que já tinha decidido comprar. Cashback é dinheiro que você só entrega se a pessoa voltar — e voltar é exatamente o que decide o faturamento de um delivery.
Na nossa base, olhando os últimos 12 meses:
- 82% dos pedidos vêm de quem já tinha comprado antes.
- 44% dos clientes pedem mais de uma vez.
- Entre o 1º e o 2º pedido passam, na mediana, 21 dias.
Esses 21 dias são a janela que o cashback disputa. Com ticket médio de R$ 56,63, devolver 5% custa R$ 2,83 por pedido — e só sai da sua conta quando o cliente volta e gasta outros R$ 56,63. Um cliente que pede uma vez a mais no ano já paga vários meses de crédito devolvido.
O erro que a gente mediu
Acompanhando o cashback rodando num dos nossos restaurantes, o resultado foi o mesmo em todos os meses: cerca de dois terços do crédito gerado nunca foram resgatados. O dinheiro foi prometido, entrou como passivo e não voltou como venda.
A conclusão não é que cashback não funciona — é que saldo que o cliente não sabe que tem não traz ninguém de volta. Crédito parado é promoção que você pagou para ninguém ver. Quem liga cashback precisa de um jeito de avisar, e é para isso que serve o disparo por WhatsApp.
Quando faz sentido, e quando não faz
Faz sentido se o seu produto é de compra repetida (lanche, açaí, pizza, marmita), se você tem o telefone dos clientes e se consegue avisar quem tem saldo.
Não faz sentido se a sua margem já é apertada e você não consegue absorver o percentual; se a maior parte das vendas é de gente de passagem que não volta; ou se você não tem como avisar o cliente do saldo — nesse caso o crédito só vira passivo parado. Para esse perfil, o cartão de fidelidade costuma ser mais simples de entender e de cobrar.
Cashback ou fidelidade?
São mecânicas diferentes para o mesmo objetivo. O cashback é proporcional ao quanto a pessoa gasta e recompensa o ticket alto. O cartão de fidelidade conta pedidos, não reais, e recompensa a frequência. Quem vende prato caro e quer aumentar o ticket tende a se dar melhor com cashback; quem vende barato e quer frequência, com o cartão.
Perguntas que a gente mais recebe
Quanto devolver de cashback?
Entre 3% e 10% é a faixa usual. Com o nosso ticket médio de R$ 56,63, 5% são R$ 2,83 por pedido. Comece baixo e suba se o resgate for alto — subir é fácil, descer irrita cliente.
O cashback tem validade?
Você define. Prazo curto demais frustra e vira reclamação; longo demais vira saldo parado que nunca volta. Entre 30 e 90 dias costuma funcionar para delivery, que tem recompra rápida.
O cliente precisa se cadastrar?
Não. O saldo fica ligado ao telefone que ele já informa no pedido. Na compra seguinte o sistema reconhece o número e mostra o crédito disponível.
Posso usar cashback e cupom juntos?
Pode, mas pense antes: somar os dois no mesmo pedido pode zerar a margem. O mais comum é usar cupom para atrair quem nunca comprou e cashback para segurar quem já comprou.
O cashback vira dinheiro para o cliente?
Não. É crédito que só vale em pedidos na sua loja, não é transferível e não é sacável. Por isso ele custa menos do que um desconto do mesmo tamanho.